31 de março de 2010

PÁSCOA


"A palavra páscoa significa PASSAGEM. E a páscoa era comemorada pelo povo hebreu, em lembrança à passagem pelo mar vermelho, na jornada do Egito à terra prometida." Era a celebração da passagem: do estado de escravidão ao estado de liberdade! Os cristãos mantém a tradição da celebração, e o rito é  também de transição, desta vez o personagem central é Jesus Cristo, e a passagem é da morte para a vida, é a celebração da mudança do estado de fim,  para o estado de recomeço, numa dimensão de eternidade.  Estas duas palavras: recomeço e eternidade têm  significados que vão além da própria letra, além da etimologia, além da materialidade ou concretude. RECOMEÇO e ETERNIDADE  têm estreita ligação com EVOLUÇÃO e LIBERDADE, com a possibilidade humana que nos liga à divindade:  A possibilidade de melhorar, crescer, modificar-se, ser mais e mais humano, solidário, cidadão, sábio, prudente, doce, amoroso, amigo, paciente, caridoso, manso, pacificador, responsável pelo sua própria passagem, e pela passagem dos outros: do estado de hoje para um estado de SER MELHOR - sempre - amanhã e amanhã e amanhã, a partir de decidir e plantar dentro de si e dentro dos outros mais amor, mais HUMANIDADE!  
Feliz Páscoa, Feliz Passagem, e então Feliz Humanidade!

25 de março de 2010

PREPARAÇÃO PARA O DIA 27 DE MARÇO DE 2010



Mensagem de Saint Germain através de Helena da Fonseca
Portugal, Porto, Dia 21 Março 2010


Meus Amados irmaos terrenos,

É com grande alegria que vos anuncio a chegada do novo equinócio, a chegada do novo tempo deste ano. Mais ume reunião de Conselho karmico, e mais umas satisfações plenas para muitos de entre vocês .

A luta está quase terminando e só têm que manter vosso equilibrio e estarem focados em vós mesmos e se puderem acompanhare, também todas as efusões realizadas .

Eu Saint Germain, vos declaro desde já libertos de tudo aquilo que: voçês declararem a voçês próprios libertos!

Entenderem o que eu disse? Eu explico para quem tiver dificuldades em entender.

Sabem que tudo depende de vós e de apenas vocês próprios, por isso, tudo aquilo que determinarem para a vossaa vida será realizado. Eu estarei aqui apenas para vos levar os vossos sonhos e vos libertar daquilo que vocês tiverem coragem de querer se libertar!

O conselho kármico está muito próximo, e agora urge o tempo diariamente, especialmente de 25/26/27/28 serão dias elevados por nós, (por nosso levantamento das naves para recolha energética de todos os vossos pensamentos). Dias, 30 e 31 entrega, e ordem universal para os assuntos recolhidos.

Dia 31 de Março, execução dos mesmos e bençãos a serem entregues a partir dessa data.

Até Junho Proximo se fará um novo equinócio e daí virá um ainda bem mais grandioso que este. A nova aurora da Terra.

Digamos que é como se fosse o seguinte:

De 31 de Março a partir das 02.30h ( Portugal), a execuãao dos Senhores do Karma iniciarse-á. Então verão muita coisa a acontecer repentinamente em vossa vida e mudanças a surgirem. Tudo isto será um trabalho até dia 30 Junho, dia em que se iniciará a colheita e multiplicação do que vos foi entregue durante os 3 meses anteriores, entenderam?

Junho em diante, preparem-se para novas mudanças na vossa vida e uma grande entrada a nivel terrotorial. Poderão ocorrer karmas colectivos e preparação para o sagrado dia 10/10/10.

Até lá a humanidade ainda tem muito espaço para se transformar. Para se transmutar e se unirem a “uniáo”. Ainda há tempo para muitos, mas pouco!

Aqueles que querem o paraiso na terra e para eles próprios, que trabalhem dia e noite a nivel consciente. Já vos foi ensinado que é suficiente direccionar a energia para aquilo que desejam. Aí , ela será acolhida por nós e por isso não precisam mais de se manterem prisioneiros dos vossos velhos hábitos! Pensai e será exetudo !

Eu estou aqui,( eu e todos), ao vosso serviço para vos acolher na nova esperança da luz intensa do amor sem fim!

Assim Eu como tantos outros, vos saudo vos bendigo, nas vossas graças de pura essencia que sois!

Que a chama violeta possa dissolver todos os vossos medos, receios e prisões internas!

Eu sou e serei sempre Saint Germain ao vosso serviço

Canalizada por: Helena da Fonseca

Portugal, Porto, Dia 21 Março 2010

Às: 22.30h

http://helena-fonseca.blogspot.com/

http://escolascensao,blogspot.com/




Pedro Coelho
http://www.luzdegaia.org/

24 de março de 2010

MENSAJE DE LUZ DE ASHTAR SHERAN

"Estoy estrenando canal, soy Ashtar Sherán, os saludo hermanos míos en estos momentos finales de nuestra labor de servicio al Padre, quiero decirles que muchos de ustedes serán contactados físicamente e invitados a subir a las Naves para que se vayan familiarizando objetivamente con lo que ya tienen en sus consciencias, sé que están ansiosos de que esto suceda, pero deben de permanecer en silencio al respecto o sea no comentar nada de lo que miren a las personas que no creen en la existencia de sus Hermanos Siderales, pueden hablar de nuestra existencia a los que nos aceptan y comentar entre ustedes sus experiencias, ya que algunos asimilarán de diferente manera que otros, unos tienen su visión más desarrollada y hay quienes tienen la audición más aguda, trabajaremos hombro a hombre en las operaciones de rescate, cambiando de lugar a gente que no debe perecer , recoger a los que están listos para el servicio y ayudar en zonas quizás lejos de donde residen, la evacuación será el paso final, permanecemos volando muy cerca de la tierra y todo va muy bien según la planificación que se ha hecho con anterioridad, pero debemos estar alerta por si hay movimientos de emergencia; nuestras Naves se han estado mostrando y vemos que hay aceptación de parte del público aunque sea por curiosidad, cuando haya una grado mayor de aceptación vendremos masivamente e inmediatamente comenzaremos nuestro trabajo ya que Urantia no espera ni el sol tampoco y Júpiter está deseoso de proyectar su Luz por todo el espacio y que no quede duda de que en verdad es un Sol y no un reflejo del Gran Sol Central.

Mi amada Athena comandará las fuerzas que trabajan con Madre María y los seres humanos verán aparecer a todas las Marías que hoy adoran en las diferentes ciudades, ellas atenderán a un gran sector de la población de la tierra que en momentos de desesperación las clamarán por ayuda, es un sector muy querido por las Marías y ellas tienen un premio a su devoción (no me compete hablar de eso).

Estuvimos en Haití en las cuadrillas de rescate por tres días posteriores al terremoto y fueron muy pocos los que notaron nuestra presencia como seres humanos haciendo milagros, hemos estado en Chile desde un par de días antes del terremoto y nuestras naves siguen poblando los cielos de ese país, no abandonaremos ese lugar, ya que Urantia tiene todavía mucho que hacer allí, decirles de nuestro trabajo es para darles más confianza, fortalecerlos y que sientan que el Comandante Ashtar está con ustedes y aunque ha pasado cierto tiempo sin dirigirme a Uds. no vayan a pensar que me he alejado, al contrario he estado viéndoles trabajar en sus meditaciones y algunos han sentido mi presencia observativa.

Guerreros de la Luz, ya pronto no tendrán que batallar contra la oscuridad, sus actividades de aprendizaje serán de otro tipo, por el momento permanezcan listos en espera del llamado al servicio, cada uno ya tiene su posición y se espera que cuando se les llame no vuelvan a ver atrás y con paso firme y seguro se dispongan al trabajo."

Comandante Ashtar Sherán.

Gracias amado Comandante Ashtar por la maravillosa experiencia de permitirme el privilegio de pasar su mensaje.

Ashtar Sheran canlizado por Gardenia el 23 Marzo del 2.010 para la Comunidad Brother Veritus (CBV) en la Sala de Chateo del Foro de Inglés de Brother Veritus' Website (BVW) en la Hora de la Meditación a la 1:00PM, Hora Colombiana. Les invitamos a participar.

http://www.facebook.com/home.php#!/notes/ascencion-2013-mensajes-de-luz-y-tecnicas-para-llegar/mensaje-de-luz-de-ashtar-sheran/383221656580


REIKI

Luzinha do Dia 24, Leo Venzon

http://calendarioharmonia.webng.com

21 de março de 2010

Você sabia que o ano astrológico inicia, a partir, do dia 21 de Março de cada ano?

UMA BELA HISTÓRIA DE MABON

Postado por: Admin em Sexta, 06 de Fevereiro de 2004 às 09:51
no IPPB - Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenérgeticas http://www.ippb.org.br

Senhora Telucama Naquela manhã Dona Edwvirges se levantou mais cedo, vestindo seu manitó de lã preto, desceu rapidamente as escadas, com muito cuidado para não fazer barulho, pois todos ainda dormiam. Passou pela cozinha, uma chaleira de ferro fumegava no imenso fogão de lenha, o que significava que Sinhá Donana já estava acordada. Abriu as duas abas de madeira pesadas da janela, que dava para o bosque. Ficou parada por alguns instantes contemplando a bela vista que tanto amava. Conhecia cada palmo daquele chão, pois nasceu naquela fazenda, ali passou toda a sua infância, casou-se há um pouco mais de meio século e, ali mesmo naquela imensa casa, foi feliz. Imensamente feliz.

Seus oito filhos nasceram e se criaram circulando por todo aquele espaço, interno e externo, e agora era a vez dos netos.

Foi até a saleta do hall de entrada, parou em frente ao grande espelho do consolo e se fitou por alguns instantes. Prendeu a grande trança de lindos cabelos brancos, fazendo um coque sobre a cabeça, ajeitou o capuz do manitó, pegou uma bengala dentre tantas no porta chapéus e se dirigiu à grande porta de carvalho de duas abas. Com agilidade tirou a pesada tranca de ferro e, por fim, abriu uma das abas da porta, saindo em uma imensa varanda que contornava a casa, com seu belo gradeado chumbado com decorações em uvas e flores das montanhas.

Desceu a escadaria ganhando um caminho que contornava a grande casa da fazenda, cujo orgulho dos seus antepassados era o número de janelas e portas, no total de sete portas para sete janelas em cada lateral e fachada no total de vinte e uma.

Lentamente, respirava o ar da manhã. Chegando na estrebaria, fez sinal para um senhor enrolado em uma manta, que dava feno aos cavalos. Este agiu como se já soubesse exatamente do que se tratava, desapareceu por alguns minutos e logo retornou puxando um cavalo selado. Com muita agilidade, ela montou no cavalo e saiu em disparada em direção ao bosque.

Chegando na clareira do bosque, apeou rapidamente e adentrou por uma trilha que lhe deu acesso a uma casa tosca de madeira. À medida que se aproximava, várias mulheres de idades diferentes vinham ao seu encontro.

- Senhora, acabamos de colher o último cesto das maçãs, está uma belíssima safra.

- É o que já imaginávamos. Finalmente estamos estocadas para o inverno. Ainda falta a colheita do trigo que este ano também vai ser muito farta. Precisamos correr para a organização dos altares do Mabon.

- Já reservamos as folhas secas e os galhos para as guirlandas. As sementes também já estão nas cabaças para o ofertório ao Deus Sol.

- Muito bom. Vamos enfeitar o altar do Deus Sol com belas guirlandas e velas amarelas.

- O vento já está mudando. Hoje amanheceu ventando sul, o frio está começando a nos manter mais perto do fogo, e essa noite comemoraremos o nosso Mabon, o equinócio de Outono. As folhas já estão apresentando suas cores marrons e douradas.

Uma senhora do grupo, que parecia a mais velha delas, disse:

- Então já que vocês estão com tudo em ordem para o ritual, vou voltar para a casa grande, acordar as minhas netas dorminhocas e ver se a Donana já começou a fazer os bolos e pães do ritual.

Ao chegar na cozinha percebeu que todos já estavam ocupando a imensa mesa de madeira para o café da manhã. Dando a volta e cumprimentando a todos, tomou seu lugar na cabeceira da mesa.

- Vó, hoje é a celebração do Mabon. Por quê esse nome? - perguntou uma das netas caçula, que como os demais viviam na cidade com os pais, só indo para a fazenda em época dos rituais, quando toda a família se reunia, formando assim uma tradição secular.

- Ah, meu amor, é uma história belíssima! Esse dia tem o nome de um Deus: Mabon.

O Deus Mabon era um menino valente, muito belo e corajoso. Desde muito cedo aprendeu a amar e conviver com todos os elementos da natureza, em especial com as árvores e riachos. Estava sempre fugindo para a floresta para brincar com os animais e com as árvores e plantas.

Mabon sempre fora um garoto livre e gostava muito de correr pelos campos e florestas. Era um Deus jovem e irradiava uma luz muito bonita.

Certa vez, no dia do Equinócio de Outono, Mabon desapareceu enquanto brincava nos campos de trigo. Sua mãe, Modron, guardiã do além, protetora e curandeira, a própria Terra, chorou com grande tristeza.

E as árvores perderam as folhas, e depois os dias tornaram-se escuros e frios. E tudo foi tristeza. Com medo de que essa época tão escura nunca terminasse, Mabon foi procurado pelos quatro cantos, por todos os guerreiros da Terra. E com a ajuda dos animais vivos mais antigos, dentre eles o corvo, a coruja, a águia e o salmão, Mabon foi encontrado, já livre de onde estivera todo o tempo.

O que ninguém sabia é que Mabon havia estado no além mágico de Modron, o útero da Terra, um lugar de encantamento e desafios, onde o jovem garoto pudera se tornar um guerreiro de verdade, e depois renascer como o filho da luz.

A luz de Mabon havia sido tragada pela Terra apenas para ganhar força e tornar-se uma nova semente...

E era assim que os gauleses explicavam a chegada do Outono, e os Gregos o faziam de forma bem semelhante, através do mito de Perséfone.

O Outono é o tempo que temos para reunir forças para o inverno, crianças, enquanto as colheitas seguem e metade dos campos já desapareceu. É época de nos fecharmos em meditação, e olharmos para dentro de nós mesmos, e também da Grande Mãe, que está por envelhecer e se tornar a Anciã. Hoje à noite celebraremos o nosso Mabon com alegria e muitos agradecimentos à nossa mãe Terra e ao Deus Sol que começa a se recolher para que a terra seja fertilizada e dê novos frutos. É o círculo natural da vida, pois a Grande Mãe sempre provém a todos com fartura e prosperidade.

- Que linda historia, vó! Hoje à noite vou celebrar com mais intensidade, pois agora conheço a história do deus Mabon.

- Naquela noite de Mabon, Dona Edwvirges chamou sua neta no altar das oferendas e lhe falou:

- Veja e entenda bem como fechamos o círculo sagrado. Hoje eu celebro o Mabon, alimentando vocês com as frutas e verduras da mesma terra que um dia minha mãe celebrou, e que um dia a mãe dela celebrou e assim outras antepassadas também celebraram, por que a vida é assim. A Mãe Terra é única, nós é que somos mutantes, um dia você é que estará aqui celebrando a fartura provinda Dela, que é a mesma, e eu já não estarei aqui. Você estará passando isso para as suas descendentes e assim sucessivamente. E que assim seja e assim se faça para o bem de todos, porque assim foi, assim é e assim será...

E assim foi... essa neta se chamava Francisca, e hoje eu, a sua neta celebro o nosso Mabon e que um dia será celebrado pela minha neta, e assim sucessivamente, e a Mãe Terra estará aqui farta, abundante, só depende de nós.

- Graça Azevedo / Senhora Telucama -
(Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama - Mabon de 2003.)

"O universo é meu caminho; o amor, a minha lei; a paz, o meu abrigo. A experiência, a minha escola; a dificuldade, o meu estímulo; o obstáculo, a minha lição; a Sabedoria, meu objetivo; a compreensão, minha benção; o equilíbrio, minha atitude; a perfeição, minha meta; a plenitude, meu destino."

20 de março de 2010

Frei Beto

 
PASSEIO SOCRÁTICO








A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.









18 de março de 2010

O dia de São José, tem natureza agrária e, no Nordeste do Brasil, estão intimamente ligadas à colheita do milho, plantado em 19 de março, sendo o Santo o anfitrião dos festejos juninos.
Sendo responsável pela benção do plantio do milho, São José aparece como a primeira presença religiosa do ciclo: é o protetor dos lares, das famílias e da agricultura. Na cultura popular, se chove no dia de São José, o inverno é certo.
De domínio público, são conhecidos no nordeste brasileiro, versos e canções em homenagem ao santo comemorado no início do plantio.



Existem várias lendas indígenas sobre a origem do milho. Segundo Clemente Brandengurger citado por Cascudo (1954), os índios parecis contam o seguinte:


Um grande chefe indígena, sentindo que ia morrer, chamou o seu filho, Kaleitôe, e ordenou-lhe que o enterrasse no meio da roça, logo que falecesse. Avisou, também, que, após três dias da inumação, brotaria uma planta de sua sepultura, e ela daria muitas sementes. O chefe pediu-lhe que não as comesse: deveria guardar as sementes para replantar. E, caso atendesse ao seu pedido, todos os índios ganhariam um recurso muito precioso. Kaleitôe seguiu o conselho do pai e foi, assim, que o milho apareceu entre eles.


Há uma outra versão dessa lenda, contada pelos indígenas, segundo Pe. Carlos Teschauer citado por Cascudo, 1954:


A lenda guarani da origem do milho (zea mays) também envolve o sacrifício humano. Dois guerreiros procuravam inutilmente caça e pesca e desanimavam de encontrar alimento para a família, quando apareceu um enviado de Nhandeiara (o grande espírito) dizendo ser a luta entre os indígenas a solução única. O vencido seria sepultado ali mesmo, e de sua sepultura nasceria uma planta, que alimentaria a todos, dando de comer e beber. Lutaram os dois e sucumbiu Avati. De sua cova nasceu o milho, avati abati, no idioma tupi.


Os guaranis chamam o milho de Avaty, em homenagem ao índio sacrificado, e jamais esquecem que o cereal provém do sacrifício de um amigo muito fiel. A fartura das colheitas, de acordo com os indígenas, garante a sobrevivência dos seres humanos e de muitos animais, significando vida, fertilidade e riqueza. Em tempos pré-colombianos, tudo isso era representado através de templos suntuosos, cidades magníficas, e pelas imagens de vários deuses, que simbolizavam a abundância de bens.
 Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Milho. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>.

17 de março de 2010

"Tudo está ligado, como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas. O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é só um fio dentro dela. Tudo o que ele fizer à teia estará fazendo a si mesmo."Chefe Seattle (1856)

PRECE XAMÂNICA


Eu sou o mar, o sol, a lua, a luz, a pedra, o vento, a terra. Sou a causa e o efeito, os ciclos da natureza, o positivo e o negativo. Sou o nascimento e a morte. Sou o filho do momento presente. Eu me deito no coração do Cosmos e sinto a sua pulsação. Eu sou a eterna pureza da fonte. Sou aquele que vem e vai, que espera e alcança, que brinca e reage, que sabe e se contradiz. Sou criança, adulto e velho. Sou a mancha de tinta que cai no papel de brancura sem mácula. Sou também o papel que recebe a tinta e que pode produzir os primeiros traços. Sou a infinita possibilidade de criação e a criação com possibilidade infinita. Sou a atração e a repulsão. O sino que toca e as ondas que se propagam. Eu sorrio em cada flor, brilho no relâmpago, rujo no trovão e me escondo no azul do céu. Sou a imensidão do céu acinzentado após um dia de chuva. Eu sou o doce mistério da vida. Sou o sonho eterno na mente de Deus. Sou o Um que está em Tudo e tudo que está no Um. Sou o ritmo, o toque, o som e a vibração. Sou uma aspiração à vida, e uma inspiração com vida. Sou o sopro, o espírito. Sou a semente que contém a árvore e a árvore que contém a semente. Já me sentei sob uma árvore e sua sombra me protegia do sol. Pela sombra da árvore eu passei a conhecer as suas formas. Os dias passavam como se fossem vidas. Me levantei e olhei para o céu e percebi que a árvore que me protegia do sol, também me impedia de vê-lo e senti-lo. O sol agora bate em mim e sou um filho do sol. Sou o próprio Sol e brilho como ele Por isso sou a interação do vertical com o horizontal e nasci neste ponto de intercessão. Se eu quero luz, me faço luz . Sou o rodamoinho da vida, sou a roda que gira, sou a espiral que sobe e desce. Eu Sou isto.

16 de março de 2010

LIÇÃO CIGANA



Em uma bela tarde em um acampamento, um Cigano fala para uma Cigana que estava cansada de viver e somente questionava as dores que sentia em sua alma. Por que simplesmente não aceitas os fatos e vives a vida com tudo que ela te oferece? Te perdes e perdes tanto tempo procurando explicações para as explicações, que a razão verdadeira acaba ficando terrivelmente mutilada, transfigurada, e o fato perde a razão de ser. É na simplicidade e na alegria com que vives e realiza as tarefas, desde as maiores até as menores, que encontrarás respostas. Quando cessarem tuas buscas e tua alma aceitar "sem lutas" todo o teu dia-a-dia, terás então, enfim satisfeita, tua necessidade de questionar. Verás simplesmente o que simplesmente recebestes, e distribuirás fartamente o que simplesmente tens na vida: a própria vida e a alegria de viver sem questionamentos. Optchá!!!Salve o povo Cigano
Autor: Desconhecido
Colaboração: Cigano Juan

12 de março de 2010

PENSADORES CONTEMPORÂNEOS


Física da Alma, A
A Explicação Científica para a Reencarnação, a Imortalidade e Experiências de Quase Morte
Amit Goswami
De forma inovadora, Amit Goswami emprega os fundamentos da física quântica para explicar e provar cientificamente conceitos místicos como imortalidade, reencarnação e pós-vida. Por meio de um trabalho cientificamente bem fundamentado e, ao mesmo tempo, de leitura fácil e compreensível, o pesquisador indiano promete revolucionar os principais conceitos da medicina, da física e da filosofia...
Poder da Inteligência Emocional, O
A Experiência de Liderar com Sensibilidade e Eficácia
Daniel Goleman
Neste livro, Daniel Coleman, Richard Boyatzis e Annie McKee examinam o papel que a inteligência emocional desempenha na liderança. Desvendando as relações neurocientíficas que existem entre o sucesso ou fracasso organizacional e a chamada “liderança primal”, os autores argumentam que as emoções do líder são contagiosas. Se o líder consegue ressoar energia e entusiasmo, toda a empresa prospera; ...
Pertencendo ao Universo
Explorações nas Fronteiras da Ciência e da Espiritualidade
Fritjof Capra, David Steindl-Rast
Desde 1975, quando Fritjof Capra escreveu O Tao da Física - livro sobre a ciência e a religião oriental - os leitores descobriram, ou redescobriram, uma tradição notavelmente rica de espiritualidade cristã bem mais compatível com o seu modo de pensar. Pertencendo ao Universo estabelece um vínculo entre a ciência e a espiritualidade ocidental de maneira tão surpreendente quanto O Tao da Física vinculava a ciência com a religião oriental. Nesta...
Conexão entre Mente e Matéria, A
Uma Nova Alquimia da Ciência e do Espírito
Dr. Fred Alan Wolf
Os antigos alquimistas tentaram descobrir o sentido do universo - descobrir a conexão entre mente e matéria. Alguns dos cientistas modernos, em particular os físicos quânticos, estão fazendo a mesma coisa. Em sua mais recente contribuição para o estudo da consciência, o físico Fred Alan Wolf revela o que ele chama de nova alquimia - uma fusão das idéias dos antigos alquimistas e dos novos cientistas para alcançar uma compreensão mais plena da ...
Teoria de Tudo, Uma
Uma Visão Integral para Negócios, a Política, a Ciência e a Espiritualidade
Ken Wilber
Uma Teoria de Tudo é uma visão concisa e abrangente do pensamento de Ken Wilber e da sua aplicação no mundo atual. Em linguagem clara, Wilber apresenta os modelos mais atuais que integram os domínios do corpo, da mente, da alma e do espírito. Wilber demonstra como essas teorias podem ser aplicadas nos problemas do mundo real, nos campos da economia, da política, da medicina e da educação. Ele também apresenta práticas diárias que podem ser usadas pelos leitores, a fim de aplicar essa visão integral no seu dia-a-dia.
Educação da Criança, A
Segundo a Ciência Espiritual
Rudolf Steiner
A educação infantil é um tema que muito preocupa nosso século, tendo sido motivo, nas últimas décadas, para um incalculável número de textos, congressos e simpósios de correntes pedagógicas em todo o mundo. O presente texto surpreende pela abordagem da questão educacional, pois toma como ponto de partida uma concepção do ser humano em sua integridade formada por corpo, alma e espírito...
Autobiografia de um Iogue
Paramahansa Yogananda
“Deus é amor; Seu plano para a criação só pode ter origem no amor. Será que este simples pensamento, em vez de raciocínios eruditos, não oferece consolo ao coração humano? Todos os santos que penetraram no âmago da Realidade testemunharam que um plano universal divino existe, e que é belo e pleno de alegria”. Paramahansa Yogananda.

10 de março de 2010

BRUXA SOLITÁRIA


Que eu seja como algo que tece o pano na floresta, profundamente escondida.

Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.

Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício.

Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo,

e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.

Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.

Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.

Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.

Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.

Que sejamos inocentes e despretensiosos.

Que eu seja capaz de gratidão.

Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.

Que eu saiba isso como o meu cão, nos ossos e no sangue.


Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor,

em canções que soem como aroma do alecrim,

como todo dia e na antigüidade, erva forte de cozinha.

Que eu não me incline à auto-integridade e à autopiedade.

Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e dos círculos de pedra,

como raposa ou mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.

Que meu olhar seja direto e minha mão firme.

Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.

Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega à minha porta.

Que se percam na jornada labiríntica


Que eles voltem.

Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as achas brilhando para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam.

Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo.

Que o lugar onde habito seja como uma floresta.

Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.

Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. Por isso, eu jogo fora minha roupa.

Que eu possa conservar a fé, sempre.


Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.

Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor.

Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo.

Quando falhar, que eu me conceda o perdão.

Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.
(Rae Beth)

7 de março de 2010

MULHER


SENHORA TELUCAMA
Seguindo uma trilha de amor e ódio percorrida pela maioria das mulheres nos últimos dois mil anos, constatamos caminhos de violências em todas as formas: cultural, religiosa, filosófica, enfim, desde a integridade física até a transformação total dos seus valores éticos, da essência do moral feminino até o respeito a si mesma, com seu corpo e sua função divina de procriar, de perpetuar a raça humana.

Conceber a alma da mulher hoje é deparar-se com um desafio obscuro. Na realidade, a mulher da atualidade está vivendo uma escravidão de alma. É escrava da sua própria densidade física. Do ego, das coisas da matéria, o que as nossas antepassadas chamariam de Mergulhadoras de Pântanos.

Alheia à habilidade natural dos sentidos de preservação sutil, do poder da premonição, da capacidade de transformar-se e gerir energias multiplicadoras de renovação, da força natural da Deusa interior que conduz, protege, e estabelece rumos naturais, que cria metas de paz e felicidade. Ela, a mulher atual, segue pela vida, amarga, ansiosa, dependente de um companheiro quase sempre nem tão companheiro assim. Mergulhada na sua própria incompetência, pobre de metas transformadoras, busca nas sensações meramente físicas, quase sempre sem entusiasmo o que encontraria na plenitude da sua própria essência, no seu poder do feminino.

Urge a necessidade do autoconhecimento, da busca de si mesma para que o crescimento aconteça naturalmente, assim a felicidade e a paz se estabelecerá na alma.

É comum ouvirmos a frase: “ Ninguém ama a quem não se ama,” pura verdade. Ninguém se sente bem ao lado de uma mulher amarga, neurótica e desequilibrada, bem como do homem também. A dor, o sofrimento, as necessidades materiais, as traições são um fato real na vida de qualquer um, mas não são justificativas para o desequilíbrio. Quando estamos centradas na nossa essência, a Mãe Dor se manifesta de forma serena e com a luz da mudança. Entretanto, quando estamos mergulhadas no pântano das emoções, a nossa alma está fechada para a luz , não nos permitindo ver além da dor.

Eu costumo dizer às bruxinhas que me rodeiam que: “O maior desafio da mulher é ser mulher”. – É virar-se pelo avesso em busca do seu eu verdadeiro, é um caminho árduo e muito difícil, mesmo porque nunca aceitamos o que encontramos verdadeiramente, quem somos e como somos. Surpreendemo-nos com as fantasias do nosso ego e dos nossos sentimentos. Depois vem a grande batalha da transformação. Muda daqui muda dali e a Mãe Dor se faz presente de diversas formas e fórmulas.

Mas a mulher despertada para sua Deusa interior, caminha serenamente entre a dor e as verdades da alma, consciente da meta estabelecida e da plenitude a ser alcançada. Entretanto, é importante se ter conhecimento dos combates do caminho, sem perder a alegria das descobertas que estas promovem, o que torna o caminho mais alegre e envolvente de várias energias regeneradoras.

A descoberta da nossa bruxa interior não é apenas descobrir uma religião sedutora e alegre. Ou seja, o religar com as coisas da Deusa Mãe, a natureza, mas é principalmente nos conhecermos, nos encontrarmos como MULHER, obtermos a devida consciência da nossa missão na terra. Tomarmos a real medida da nossa função de mantenedora da vida e da preparação da sociedade futura.

Lembrando sempre que é a mulher que pari o homem, que cria e o educa para a vida. O homem será sempre o resultado da formação e informação que recebe da mulher que lhe concebeu, ou a que lhe criou, que lhe amamentou e lhe enviou para a vida.

A mulher da atualidade deve buscar interiorizar o sentimento primário de que ela é a própria expressão da natureza. Desenvolvendo, assim, uma aura luminosa em torno de si, de auto - respeito e se fazendo respeitar em todos os níveis; sexual, profissional, religioso e principalmente na sua mais divina missão, a maternidade.

Está na hora da mulher moderna desmistificar o velho e protetor Príncipe Encantado, aquele que a salva de um destino cruel e assim vivem felizes para sempre. É bom lembrar que nestes novos tempos, o Príncipe Encantado é o velho e bom diploma profissional e a Universidade é o casamento que garantirá um futuro, se não feliz para sempre, mas pelo menos será a chave do castelo, que facilitará o abrigo físico e o provento necessário. Quanto ao cavalheiro montado em um cavalo branco, que dará beijos mágicos e sedutores, estará naturalmente no caminho, como parceiro na mesma meta. Porque ele também já perdeu a fantasia de encontrar a bela Princesa indefesa, que espera pela sua viril companhia. O Príncipe destes novos tempos também já se desencantou com sua bela e frágil Princesinha, e está procurando uma MULHER, que seja parceira, guerreira, companheira, cúmplice e principalmente um ser humano. Já não está mais esperando encontrar a sua futura patroa, a sua senhora, a rainha do lar ou a dona de casa simplesmente. Ele busca encontrar aquela com quem vai dividir a vida, no sentido real da palavra dividir: proventos, emoções, os prazeres do corpo e a função divina de perpetuar a raça humana.

Outro aspecto que a mulher não deve negligenciar é o sentimento de culpa que normalmente se desenvolve a partir de um relacionamento frustrado.

Por muitos motivos de condicionamento educacional nas últimas décadas, a mulher mergulhadora do pântano das emoções, desenvolve sentimentos de culpa ao término de uma relação, culpando-se por este ou aquele motivo. Assim, deve-se criar o hábito de analisar serenamente as questões de ambos os lados, sem deixar-se levar pelo vitimismo, mal que acomete a maioria das mulheres.

É necessário que a mulher, busque amar com transparência e com o coração. Só assim se tornará livre e plena para usufruir verdadeiramente de uma parceria de amor. Quando se ama com o fígado no lugar do coração, corre-se o risco de trazer o amargor do fel para a relação, transformando um convívio que poderia ser livre e gostoso em uma relação neurótica e sofrida. Cheia de cobranças, deveres e obrigações.

O amor traz antes de qualquer obrigação, a liberdade. A plenitude está na sabedoria de vivenciá-la.

Uma bruxa sabe que não existe sobrenatural, muito pelo contrário, tem a consciência de que tudo é natural. Ver, ouvir, perceber e sentir além dos sentidos físicos é meramente uma questão de treinamento e fé. Assim, a ligação, a leitura dos sinais da Grande Mãe, é uma questão de aprendizado e exercícios constantes. A Bruxa moderna, depois do despertar da sua Deusa interior, busca desenvolver através das suas descobertas o sagrado e o divino do seu equilíbrio feminino, a partir da tomada de consciência que o bem e o mal fazem parte da energia universal. Cabendo a cada Mulher, desenvolver o equilíbrio, sem camuflagens do ego e vaidades supérfluas.

Cabe a mulher Bruxa, estar atenta às agressões a natureza, defendê-la e protegê-la. Tendo sempre em mente a responsabilidade ao educar seus filhos, de informá-los sobre as agressões impostas à natureza pela evolução tecnológica irresponsável. Bem como no que diz respeito à ciência sem ética, a que vai de encontro às leis que regem o universo.

Não cabem mais na nova sociedade rótulos tais como: “A mulher é inimiga da própria mulher”, ou “ se quiser ver seus ideais irem por água abaixo, conte a uma mulher seus objetivos,” essas e outras frases de efeito semelhante, são ainda resquícios de um tempo de opressão patriarcal, que subjuga a mulher a condição de um ser menor, sem personalidade, influenciável. Sem contar com a estratégia por trás de tudo isso que é exatamente de criar conflitos entre a massa feminina para enfraquecê-la na sua força de união.

Precisamos estar atentas também a todas essas e outras heranças culturais medievais do poder masculino, ainda muito enraizadas na nossa cultura formativa.

Não estamos nesta guerra silenciosa por poder ou mesmo por querer ocupar o lugar masculino, não, apenas lutamos pela nossa divindade de existir de forma plena, livre e verdadeira. Pelo nosso poder feminino que nos foi violentamente subtraído de formas tão cruéis. Negando até mesmo o nosso poder de parir, quando instituíram a origem da mulher, extraída da costela de um homem, negando assim a divindade da maternidade da nossa Mãe criadora. Negando o nosso útero. Transformando a nossa função sagrada de menstruar em algo sujo e pecaminoso. Somos fortes quando temos a real consciência da grandiosidade do rio de sangue que corre nas nossas entranhas que dá origem a vida, como o líquido sagrado dos rios e mares, a água que corre nas entranhas da grande Mãe.

Somos simplesmente mulheres e, como tais, queremos existir com todas as características que faz de nós esse ser singular. Somos bruxas.

- Graça Lúcia Azevedo / Senhora Telucama -
(Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama)

Fonte:
www.ippb.org.br


3 de março de 2010

VALE DA LUA

Rodas seguem pelo barro
Adentrando bela mata
Formam túnel altas copas
Folhas velam brilho sol
Claro/escuro, luz e sombra
Para abrir-se rumo à trilha
Caminhada em descida.
Muda a esfera
Muda o mundo
Sai da terra
Cai no espaço
Para enfim aterrissar
No teu rochoso vale
Na tua seiva gelada
Em ti, lua de prata.

SIMONE DE BEAUVOIR

Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio.

A minha liberdade não deve procurar captar o ser, mas desvendá-lo.

Não se nasce mulher: torna-se.